Ela me deu oi, e prosseguiu. Contou que sentia saudades do tempo em que tinha um bom corpo, uma boa pele, e um bom cabelo. Depois de uma longa pausa, disse que trabalhava num bordel, em porto alegre, e que adorava aquele tempo, ganhava uma boa grana e sentia muito prazer ao "exercer a profissão". No bordel haviam quartos bonitos, uma cama antiga e um toca discos, ela cobrava por noite, disse que assim ela podia cobrar mais caro e ter um homem só a noite inteira. A visão começou a embaçar, ela já não enxergava muito bem em um dos olhos, feia, foi expulsa do bordel, e procurou abrigo num asilo. Não pude continuar fingindo que a conversa não era comigo, olhei pra ela e perguntei se ela dava muito pra os velhinhos lá do asilo, e ela me encarou firmemente e disse que eu devia ter mais respeito com os velhos! e que ela não era nenhuma prostituta de bordel pra eu perguntar aquilo. "Meu ônibus! muito bonitinha você"
Tem dias que o melhor é nem sair de casa!

3 comentários:
kkkkkkkkkkkkkk eu rih! *-*
"Ela disse oi e preosseguiu" meio inconveniente ela né. Velhoos ... são assim mesmo. .-.
bj '
Ceertas coisa, que só os VELHOS sabem fazer!
Ela sentiu saudade do tempo em que vivia no bordel, em quado tinha prazere!
Maas sua pergunta foi engraçada! goostei! rsss
Acho que as pessoas da geração passada não se adaptaram aos moldes que a sociedade comtemporânea tomou. O que observo é que existe um saudosismo nostágico, que os reconforta, ao mesmo tempo que cria esperanças na nova geração de retorno aos "bons tempos". Acho que essas atitudes não devem ser chamadas de "coisas de velho" ou "coisas que só velhos sabem fazer", pois, no nosso dia-a-dia, já somos considerados "velhos" para uma geração recente. Não quero ser tachado de velho, por isso, não critíco.
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