Além do que se vê
terça-feira, 24 de abril de 2012
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ainda sou da era Blogspot
É incrível como as coisas viram tendência, na verdade incrível mesmo é como as pessoas se deixam levar por essas tais tendências. É quase que como uma regra, quando algo sai da moda, deixa de ser interessante, perde a graça - desconsidere a redundância - mas olha só que paradoxo: acaba sendo engraçado perder a graça por conta da moda. Acho curioso como isso é capaz de influenciar tanto. Ou no fundo o "gostar", achar "legal" "interessante" nem era lá tão verdadeiro, tão verdadeiro a ponto de sobreviver às tendências. Mais ou menos como na "vida real", ou melhor, na vida afetiva. Quando alguém diz gostar de outro alguém, e depois de um tempo passa a desgostar, como se o que sentisse antes não fosse verdade.
Mas todo esse blá blá blá não foi uma declaração de amor ao Blogspot, aliás, eu nem morro de amores por ele. Que fique claro foi apenas uma reflexão do comum, afinal Redes Sociais têm tanta importância quando outras pessoas, para muitos. Elas apenas não possuem sentimentos, ainda.
*Tumblr: aproveita teu momento pop.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Tem dias que o melhor é nem sair de casa
Ela me deu oi, e prosseguiu. Contou que sentia saudades do tempo em que tinha um bom corpo, uma boa pele, e um bom cabelo. Depois de uma longa pausa, disse que trabalhava num bordel, em porto alegre, e que adorava aquele tempo, ganhava uma boa grana e sentia muito prazer ao "exercer a profissão". No bordel haviam quartos bonitos, uma cama antiga e um toca discos, ela cobrava por noite, disse que assim ela podia cobrar mais caro e ter um homem só a noite inteira. A visão começou a embaçar, ela já não enxergava muito bem em um dos olhos, feia, foi expulsa do bordel, e procurou abrigo num asilo. Não pude continuar fingindo que a conversa não era comigo, olhei pra ela e perguntei se ela dava muito pra os velhinhos lá do asilo, e ela me encarou firmemente e disse que eu devia ter mais respeito com os velhos! e que ela não era nenhuma prostituta de bordel pra eu perguntar aquilo. "Meu ônibus! muito bonitinha você"
Tem dias que o melhor é nem sair de casa!
sábado, 4 de setembro de 2010
Das mazelas, uma lição.
Se eu disser que uma das maiores virtudes do ser humano é justamente a sua insatisfação, eu estarei errada? Talvez, mas se eu disser que a insatisfação desencadeia uma série de mudanças boas e ruins em nossas vidas, eu estarei certa. Quando vemos pessoas acomodadas e sem grandes perspectivas, satisfeitas com o necessário pra manter a sua existência, sentimos pena? Eu sinto, e embora eu ainda não tenha uma história pra contar, eu posso afirmar que é muito bom e prazeroso quando lutamos, corremos riscos e até mesmo frustrações pra encontrar o caminho que nos levará até a nossa satisfação pessoal, e nada mais justo e gratificante do que a conquista dos nossos objetivos. E quanto àqueles que deixam as coisas passarem e só percebem que perderam tempo, depois de muito tempo, é de sentir pena mesmo. Em detrimento de tantas outras coisas, nós nunca estamos satisfeitos com tudo o que temos e conquistamos, sempre queremos mais, e é essa energia que devemos aproveitar para evoluirmos e não para reclamarmos e nos acomodarmos. Enquanto houver vida, haverá tempo pra focar as energias nas coisas que nos interessam e nos fazem felizes. Sempre é tempo de mudar pra melhor, de fazer outras pessoas felizes e de ensinar o que sabemos, aos que não o sabem.
Mas as vezes não nos conformamos com tanta ambição e tanta ganância, e agora me pego escrevendo um texto que tem por sua subjetividade, justamente isso. Vale lembrar: todo o exagero, torna-se ruim. E é isso que devemos evitar, os exageros e desperdícios, em geral. E sim, temos que ficar felizes com o que temos, mas também devemos buscar coisas novas, porque um dia, vamos nos arrepender de algo, e é melhor que seja por algo que tenhamos feito.
Mas as vezes não nos conformamos com tanta ambição e tanta ganância, e agora me pego escrevendo um texto que tem por sua subjetividade, justamente isso. Vale lembrar: todo o exagero, torna-se ruim. E é isso que devemos evitar, os exageros e desperdícios, em geral. E sim, temos que ficar felizes com o que temos, mas também devemos buscar coisas novas, porque um dia, vamos nos arrepender de algo, e é melhor que seja por algo que tenhamos feito.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Brunete
Hey, você, é, você mesmo, saia daqui.
você que me faz pensar e dizer coisas que depois eu possa me arrepender. Você que me impulsiona aos prazeres e depois vai embora, fazendo com que eu me sinta mal. Ou vai embora de vez, ou fica aqui pra sempre! Chove e faz calor ao mesmo tempo, depois vem um vento gelado, que depois de um tempo eu acostumo e sinto até vontade de ser levada por ele. Me envolve, me faz sorrir e rir, me joga na cama, me tira da cama, saia daqui demônio, ou fica de vez!
Está sempre do meu lado, quando cometo loucuras, quando grito, quando deito. Me obriga a ser eu e a pensar comigo mesma, depois me larga e vai dar uma voltinha e, quando volta, caputz! me encontra em prantos. Como faz? Ou vai ou fica de vez!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A hora errada, no momento certo
Algo me impulsionou abruptamente pra dentro daquela sala. Todos me olharam assustados, percebi que estavam muito abatidos, e transmitiam uma expressão triste. Pedi desculpas, mas ao invés de sair envergonhada por tal atitude, não consegui conter os meus instintos e me aproximei da cama, onde estava rodeada por três freiras e um padre. Observei um menino muito pálido, logo vi que ele estava morrendo. Todos ali estavam aguardando sua morte, já conformados, deixavam algumas lágrimas escapar de seus olhos.
Eu senti que devia fazer algo, eu não podia ficar ali e aguardar a morte daquela criança sem ao menos tentar ajudá-lo. Enquanto pensava em uma forma de tirá-lo dali, uma das freias me falou em um tom muito baixo, que ele nascera com o vírus da Aids, e que não conseguia comer nada há dias, e que estava com a imunidade muito baixa, mas o orfanato não tinha condições de cuidar dele, e que todas as tentativas de melhora não haviam sido suficientes, e que por isso ele chegou naquele estado.
Sai do quarto e corri até me distanciar o bastante pra não atormentá-los com o meu choro desesperador. Eu não podia deixar ele morrer, não tão cedo, voltei à sala e disse que ia levá-lo comigo, que eu cuidaria dele, cuidaria muito bem dele, e não deixaria ele de lado nunca, ficaria com ele e o faria muito feliz, daria uma família a ele e o levaria pra brincar com seus novos vizinhos. Levaria-o para à escola e depois planejaríamos o que fazer com o resto da tarde.
Mas já era tarde, Marvin acabara de morrer, com oito anos de idade, viveu sua vida trancado em um orfanato, rodeado por varias crianças e algumas freiras que as cuidavam.
Conforme Marvin crescia, sentia-se cada vez mais rejeitado por nunca ter sido adotado. Enquanto isso, eu desfrutava da minha independência e do meu próprio dinheiro, nunca pensei que podia ter feito alguém feliz, nem ter salvo a vida de uma criança tão frágil e necessitada. A morte de Marvin foi mais um fruto do meu egoísmo. Penso nisso até hoje, mas nunca mais pus os pés em um orfanato. Não quero nunca mais desejar sequer um filho. Não sou tão humana assim. Peço desculpas ao mundo, pela minha fraqueza interna. Tenho certeza de que não estou sozinha nessa, sei que não sou a unica pessoa que comete falhas tão terríveis assim, mas talvez eu faça parte da minoria que consegue refletir e ao menos ter a consciência de que podemos e devemos ajudar aos que precisam da gente, mas mesmo assim, não adotei ninguém até hoje. Faltou coragem.
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